Não consigo entender minha insônia, mas entendo minhas ansiedades diante do novo, vejo e sei ler nesses instantes novas possibilidades de ser sempre um novo ser, aprender e saber ler e entender os bandolins de Osvaldo Montenegro, os dias para assim nascer felizes de Cazuza.
O som de Bach, " a sabedoria musical", o registro de um "sol dos compositores", os amigos que choram a morte do pai. Meu pai resistente a vida, demonstrando virilidade, nessa busca por cada instante.
Eu brincando de escrever, escrevendo palavras, textos, hoje são blogs, ontem contos e poesias, sem rumo, são novos os caminhos, feito Vinicius, Drummond e Fernando, feito pessoas ousadas em busca de se encontrarem e se perderem.
Quero encontrar o que nem sei se perdi, viver esperanças, sorrindo, me encantando, encantando a tudo que ver e sentir, feito choro triste, saudades e encontros.
Versos, prosas , poesias, feitos de letras e contos, sejam exalando ruas, vielas ou grandes cidades em que vivi, fugindo de mim, quando esses caminhos foram de pedras, barros, ervas ou espinhos.
Já é quase dia de novo, nem parece por tamanha energia, estou aceso, já é dia.
Estava a pouco acordado, nem mesmo dormi, não foi insônia, estou acordado de novo, empolgado, faço a cada dia o que amo.
Amo o que faço da mesma forma que pretensiosamente acredito viver e fazer poesia.
Os sonhos, registros, viagens e novamente sonhar, fotografias por todos os lados, feito medo de maior ou anseio de nunca esquecer cada curva e gesto, foram assim registrados em olhares diversos e por tamanho olhar.
Muitas foram as curvas, as vistas turvas, as expectativas, os semblantes maliciosos, entendendo cada pretensão, cada gesto, desejo novo e novas explicações.
Muitas foram as justificativas, os sorrisos bobos, mãos bobas, mas tudo com sabedoria, feito menino malino, homem maduro, feito esse jeito moleque, as vezes tímido, mas por demais sereno.
Feito eu vivendo e vadiando na vida, as vezes vago e em muitas e muitas outras vezes na vida, vivo feliz por ser quem sou.
Tua bolha é como pingo que cai na superfície da água e gera círculos concêntricos. Obrigada por dar ao mundo esse jeito de quem ama o que faz e é feliz por ser quem é.
ResponderExcluirObrigado Moira. O pingo, isso mesmo, simplifica a vida. Nos torna mais sóbrios, com capacidade de viver melhor, a dor e superar o medo, criatura criada dentro de nós.
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