Escrito por Raquel de Queiroz em 15/10/1953 . "Nobre cidade do Crato", faço desse texto, minhas preces. Suas palavras tornam ainda mais bela, minha cidade ao topo da serra, abaixo do serrado.
Quando ainda menino
Subindo o lameiro em busca de musica
Ao som dos violinos, arpas e violões
Eram presságios e vidas
Moleques , roceiros e humildes
Em harmonia, instrumentos bem vividos
Instrumentos herdados e doados
Intensos e resistentes
Viver histórias
Mãos sofridas, calos, enxadas e roças
Crianças e nelas viviam, novas crianças
Novas histórias
O canto e o encanto em formato de sons
Poesias e saudades
O cheiro do pequi
Sons das águas do meu Cariri
Saudades
Cheiro do caju
Pássaros, casas simples
Gente humilde
Raízes
Palmeiras, bailando entre noites de luar
Minha serra, calor e frio ao som do forró
Noitadas,
Fogueiras
Vestidos de chitas
Bigodes artificiais
Chapéus de palha
Amigos
Saudades do Crato
O Crato tênis clube
Casas populares
Meus amigos, dona Zefinha
Brincadeiras de rua
Quanta saudade.

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