domingo, 24 de maio de 2015

Eu feito menino.

Em minha varanda, acordei sozinho.
Ela corta as nuvens,  em pedacinhos.
Olhei cada milímetros de mim.
Tantas janelas acesas, tantas vidas cheias.
Ao observar cada passo, cada canto.
Gestos e pessoas a caminharem em suas ruas desertas.
 Me joguei, nada tinha de mim.
Nem mesmo, nada entendi e fui, buscar o que sempre encontrei.
Eu, apenas, eu.
Vou caminhando sem o propósito de nada encontrar.
Podendo ser e nada ser.
Caminhando.
Feito chuva, ventos,  folhas, que não querem cair.
Compromissos sórdidos, palavras amenas, gestos e compressões, jamais vividos.
Feito tolos na vida, vestidos de qualquer maneira.
Caminhando, apenas.
Sinto as pétalas da chuva caindo sobre mim.
Sem mesmo chuvas ou tempestades.
Apenas eu e nada mais.
Em minha bolha, cheia de vida
Seguindo passos e em minha sombra.
Caminhando.
Eu  feito menino.
Daqueles que jogam pião, dançam e brincam.
Cheios de sensibilidades.
Deixando de ser menino.
Correndo
O mais absoluto, desejo. Encontrar a ciranda.
Brincar e olhar nos olhos sérios de quem nem se quer me olhou.
Viver e continuar vivendo, sobre ondas e mares.
Admirando o mar e os caminhos por onde vou.

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