Em minha varanda, acordei sozinho.
Ela corta as nuvens, em pedacinhos.
Olhei cada milímetros de mim.
Tantas janelas acesas, tantas vidas cheias.
Ao observar cada passo, cada canto.
Gestos e pessoas a caminharem em suas ruas desertas.
Me joguei, nada tinha de mim.
Nem mesmo, nada entendi e fui, buscar o que sempre encontrei.
Eu, apenas, eu.
Vou caminhando sem o propósito de nada encontrar.
Podendo ser e nada ser.
Caminhando.
Feito chuva, ventos, folhas, que não querem cair.
Compromissos sórdidos, palavras amenas, gestos e compressões, jamais vividos.
Feito tolos na vida, vestidos de qualquer maneira.
Caminhando, apenas.
Sinto as pétalas da chuva caindo sobre mim.
Sem mesmo chuvas ou tempestades.
Apenas eu e nada mais.
Em minha bolha, cheia de vida
Seguindo passos e em minha sombra.
Caminhando.
Eu feito menino.
Daqueles que jogam pião, dançam e brincam.
Cheios de sensibilidades.
Deixando de ser menino.
Correndo
O mais absoluto, desejo. Encontrar a ciranda.
Brincar e olhar nos olhos sérios de quem nem se quer me olhou.
Viver e continuar vivendo, sobre ondas e mares.
Admirando o mar e os caminhos por onde vou.
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