Escrito em 1985 ' Juventude de hoje, retrato de outras." Em minhas lembranças e querendo entender por que aos 15 anos escreví de uma forma meio revoltado, lembro bem do conformismo de minha geração, só pensavam no que hoje chamam de baladas, na época se chamava "sonzinho" sempre na casa de alguém, eu estava em todos, mas não me conformava e pós diatadura assumia o primeiro grêmio do colégio Diocesano do Crato, os jovens voltavam a questionar tudo em sua volta.
As pedras rolam sem perceber
Os amores cada dia mais perdidos
E eu buscando o futuro com traços do passado
E você brilha mesmo distante
A paz jogada aos trapos
Os homens os verdadeiros trapos da história
Os poetas ainda meditam o amor
Amor não acaba, transforma-se
Juventude de hoje, retratos de outras
Mordenidade, lembranças do passado
E eu uma gota d'agua no oceano
e você minha eterna criança
Ser criança é ser verdadeiro
Ser poeta, não é ser, é existir
Nos pensamentos de quem não pode ser
Uma senzala perdida em algum cais
E eu em busca de minha existência
E você minha sentença

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