sábado, 20 de abril de 2013

Juventude de hoje, retrato de outras

Escrito em 1985 ' Juventude de hoje, retrato de outras." Em minhas lembranças e querendo entender por que aos 15 anos escreví de uma forma meio revoltado, lembro bem do conformismo de minha geração, só pensavam no que hoje chamam de baladas, na época se chamava "sonzinho" sempre na casa de alguém, eu estava em todos, mas não me conformava e pós diatadura assumia o primeiro grêmio do colégio Diocesano do Crato, os jovens voltavam a questionar tudo em sua volta.



As pedras rolam sem perceber

Os amores cada dia mais perdidos

E eu buscando o futuro com traços do passado

E você brilha mesmo distante

A paz jogada aos trapos

Os homens os verdadeiros trapos da história

Os poetas ainda meditam o amor

Amor não acaba, transforma-se

Juventude de hoje, retratos de outras

Mordenidade, lembranças do passado

E eu uma gota d'agua no oceano

e você minha eterna criança

Ser criança é ser verdadeiro

Ser poeta, não é ser, é existir

Nos pensamentos de quem não pode ser

Uma senzala perdida em algum cais

E eu em busca de minha existência

E você minha sentença

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